terça-feira, 7 de abril de 2009

Jornalista Multimídia



A jornalista e professora Pollyana Ferrari e também autora do livro Jornalismo Digital, participou de uma entrevista on-line com os alunos do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá. Ela contou sobre a experiência que teve quando trabalhou na revista Época em 1998, momento em que ocorreu o primeiro crossover de mídias no Brasil, com a capa “Leia e Ouça”. Mesmo com tantos recursos tecnológicos, Pollyana considera que o jornalismo on-line regrediu, e que a falta de conhecimento sobre o ciberespaço, faz com que os veículos tenham hoje, os mesmo questionamentos de dez anos atrás. Ela ainda faz uma crítica ao fato dos portais on-line, disponibilizarem em suas páginas os mesmo conteúdos oferecidos pelas Reuters. Como exemplo, citou o caso do portal G1, que vem digitalizando todo seu acervo e oferecendo conteúdo hipermidiático a todos os leitores.

Com o crescimento tecnológico a profissão do jornalista também vem passando por diversas transformações. Hoje o jornalista on-line tem que saber utilizar todas as ferramentas que existem no meio virtual, “do velho HTML ainda fundamental e básico, conceitos de flash, saber o que significa chuva de tags, RSS, redes sociais, pontão de cultura, blogosfera, XML, PHP, Linux; saber a diferença entre usar o firefox e todas suas maravilhosas abas, e o velho Explorer, perceber que o Orkut mudou radicalmente em matéria de arquitetura da informação. Usar RSS no dia-a-dia, participar de listas de discussão entendendo o código de conduta de uma lista”, conta a jornalista. O mercado quer que o jornalista multimídia seja completo, pois além de produzir a notícia, ela ainda é o responsável por inserir fotos, vídeos e links, como também pela edição de todo o conteúdo.

Quando perguntada sobre a importância do jornalista possuir um blog, Pollyana diz que essa experiência é fundamental, pois além de treinar a linguagem, a blogosfera dá a oportunidade para que o jornalista exercite seus conhecimentos sobre o uso das diversas ferramentas que fazem parte do meio digital. “Não só para treinar a linguagem, mas para criar o hábito diário de se reciclar, navegar. Pois o primeiro passo para entender a blogosfera é navegar muito. Blogueiro realmente incorpora o bordão 24×7. Sete dias por semana, 24 horas ligado”, declara a professora.

Mesmo sendo um profissional multimídia, o salário do jornalista que trabalha em veículos on-line ainda não é valorizado, segundo Pollyana a paixão pela Web e a procura por novidade, são os principais fatores para um profissional multimídia se dedique à carreira.

Reforma Ortográfica


As novas regras ortográficas já entraram em vigor a partir do dia 01 de janeiro de 2009, mas a população terá até o ano de 2012 para se adequar à nova regra.

Com o intuito de esclarecer dúvidas e apresentar a nova regra para os alunos, a Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte, promoveu no dia 25 de março uma palestra ministrada pela Professora Tailze de Melo Ferreira, sobre reforma ortográfica.

Tailze disse que a pronuncia não vai sofrer alteração, e que a mudança irá ocorrer somente com a grafia das palavras. Ao longo da palestra Tailze deu vários exemplos para ilustrar suas explicações.
A principal função da reforma é simplificar a grafia e unificar as regras nos oitos paises (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste) onde se fala o português. Contudo, esse processo de implantação é lento e segundo a professora, somente com a pratica é que vamos nos acostumar com as novas regras.

Para saber mais, sobre a reforma ortográfica, clique aqui

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mais uma barriga


Durante todo o curso de jornalismo o que mais escutamos é que nunca se publica uma matéria sem antes escutar todas as partes envolvidas. Parece que jornalistas experientes esqueceram o tal ensinamento e não pensaram duas vezes em noticiar em rede nacional o caso da Advogada Paula Oliveira, que teria sido supostamente atacada por um grupo de neonazistas enquanto saia do metrô na cidade de Zurique, na Suíça. Por causa dos ataques, a advogada acabou sofrendo um aborto.

Após investigações, conclui-se que a brasileira auto flagelou-se e que na verdade nunca esteve grávida. Tudo não passava de uma grande farsa. Se tudo desse certo, Paula tinha planos de entrar na justiça com um pedido de indenização por ter sido vítima de um ataque xenofóbico.

O caso causou comoção nacional, e até mesmo o ministro das Relações Internacionais, Celso Amorim, criticou o país com quem o Brasil tinha um bom relacionamento político. A atitude do ministro se deu a diversos atos discriminatórios sofridos por brasileiros no exterior. Como não bastasse quase que a história inventada pela brasileira levou ao Brasil a conflito diplomático.


O caso Escola Base é o mais conhecido por estudante de jornalismo, em que a imprensa brasileira, acusou e noticiou um fato sem antes fazer a devida apuração. Diante de mais uma “barrigada”, fica claro que jornalismo brasileiro não aprende com os erros.


sábado, 29 de novembro de 2008

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Quem ganha?



O segundo turno para Prefeitura de Belo Horizonte divide opiniões: de um lado o candidato Márcio Lacerda (PSB) apoiado pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), formaram uma contestada aliança entre tucanos e petistas. Apoiado nessa aliança, Lacerda manteve no primeiro turno uma vantagem confortável sobre os adversários durante a maior parte da campanha, e sua vitória chegou a ser cogitada. De outro lado está o candidato Leonardo Quintão (PMDB), que na reta final do primeiro turno teve um crescimento significativo de intenções de votos.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com 100% das urnas apuradas, Lacerda alcançou 43,59% dos votos válidos. Leonardo Quintão contabilizou 41,26%. A ocorrência de segundo turno representou uma afronta para as principais forças políticas da capital mineira .

O clima de cordialidade e sem ataques pessoais presente no primeiro turno desapareceu. Nessa nova etapa, os candidatos adotaram uma postura contestável, não discutem mais proposta de governo, o que se vê é ataques pessoais. Márcio Lacerda sentiu prejudicado por seus adversários, “Perdemos muita intenção de voto entre o pessoal de nível superior. Essa perda coincidiu com um aumento do meu índice de rejeição, que tem a ver com uma campanha difamatória, de baixo nível e criminosa que foi feita na internet contra mim, por pessoas covardes, que não tiveram a coragem de assumir essas acusações na imprensa. Houve também muita panfletagem e cartazes com a minha foto, escrito 'Procura-se', em pontos de ônibus”, justificou.

Já Leonardo Quintão teve sua imagem veiculada em um vídeo, em que aparece gritando “nos vamos ganhar e vamos chutar a bunda deles”. O desabafo do candidato soou mal para a população, segundo a estudante Emanuelle Tadeu de Andrade, um governante jamais poderia se comportar daquela maneira, para ela a eleição em Minas está uma vergonha e que nenhum dos candidatos apresentam postura de um governante.

Ô gente, a única certeza que temos e que no dia 26 de outubro a população vai retornar as urnas para exercer seu dever de cidadão, tão explorado em época de eleição. Parece que não temos escolhas, vamos ficar mais quatro anos sapateado em cima do nosso voto.



segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O sonho acabou


Organizar uma cerimônia de formatura não é uma tarefa fácil. Às vezes empenho não é suficiente para garantir aos alunos o sonho de realizar uma formatura acadêmica. Foi o que aconteceu com a turma do 7° período do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, que após oito meses de investimentos teve sua comissão desfeita por falta de pagamento. Cerca de 70% dos alunos não pagaram a empresa contratada para organizar o evento.

A aluna Carla Renata, integrante da comissão de formatura, diz que a falta de empenho e organização foram os principais fatores que acabaram com a organização do evento. Para ela, organizar uma formatura requer muito comprometimento não só da comissão, mas da turma em geral.

Para o aluno de Administração Luiz Gomes, o que levou ao fim da comissão em sua sala foram as constantes brigas entre a comissão e os alunos. Ele conta que a comissão impunha a contratação de determinado fornecedor, ignorando qualquer opinião contraria. Luiz diz que a turma tentou contornar a situação, mas toda reunião que a comissão fazia com a turma acabava em discussão.

Tanto Carla quanto Luiz concordam que a falta de interação entre suas turmas atrapalharam a cerimônia de formatura. Nas palavras de Luiz, “comissão de formatura é igual a casamento, é preciso haver diálogo e muita paciência para se obter o resultado esperado”.

A solução que Carla encontrou para ter um baile foi se juntar a uma turma de outra faculdade. Já Luiz diz que vai participar da colação de grau oferecida pela faculdade, mesmo assim fica triste ao pensar que sua turma não terá uma cerimônia exclusiva.

Leia também:
Colação de grau: uma cerimônia Milenar
Baile de formatura
O Sonho Custa Caro
Festejar ou não a formatura - Eis a questão

Formatura Alternativa

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